Republic and “Estado Novo”

Em 1908, perto do início do Século 20, o Rei D. Carlos e o príncipe e herdeiro do trono Luís Filipe foram assassinados nas ruas de Lisboa. O jovem D. Manuel II subiu ao trono, mas só conseguiu manter a monarquia indo para mais dois anos. Em 5 de outubro de 1910, ele foi obrigado a fugir para a Inglaterra, quando um militar da revolução proclamou e estabeleceu a República.

Os primeiros anos da República foram uma constante revolta com militares sucessivas rebeliões, violência nas ruas e enorme instabilidade política e econômica. Em um período de dezesseis anos, havia sete Parlamentares termos do office, oito Presidentes e cerca de cinquenta governos.

A crise financeira que teve varreu a Europa após a I Guerra Mundial tinha agravado a situação e, em 1926, um ditador militar derrubou o regime parlamentar do Ist República e deu origem, pela mão de António Oliveira Salazar, para o Estado Novo (literalmente, Estado Novo).

Ao longo de quatro décadas, Salazar dirigiu o curso de Portugal e instalou uma ditadura que durou até 1974. Uma figura controversa, que ainda hoje dá lugar ao ódio e paixão, Salazar governou o país com mão de ferro. Seu papel sobre a neutralidade portuguesa durante a II Guerra Mundial é ainda hoje um motivo para o desentendimento entre os historiadores. O país foi salvo, mas o preço que ele pagou levou a um atraso que durou décadas.

Ao longo de sua ditadura, Salazar recriado o país à sua imagem e semelhança. Ele reorganizou finanças nacionais, estabeleceu o corporativismo, o que é proibido políticos e movimentos sindicais, com suporte a censura e configurar uma polícia política. Por outro lado, insistindo em preservar o legado colonial, ele foi contra a tempos, e manteve uma longa guerra em três frentes – Angola, Moçambique e Guiné – impediam a econômica, intelectual, científica e de desenvolvimento do país.